Goiânia - Exames de DNA apontaram que Roberta Jamilly Martins Borges, 23 anos, não é filha de Vilma Martins Costa, 47, mãe de criação de Osvaldo Borges Jr. (o Pedrinho). Segundo a polícia, Roberta é filha de Francisca Maria Ribeiro da Silva, moradora de Goiânia, e que teve o bebê raptado por uma falsa enfermeira da maternidade de Maio, em 1979. O bebê havia sido registrado com o nome de Aparecida Fernanda.
O exame, realizado em um instituto de pesquisa em Brasília, foi feito por meio da saliva de Roberta e do sangue de Francisca. Policiais do Deic (Departamento de Investigações Criminais) de Goiânia disseram que Roberta prestou depoimento sobre o caso em janeiro.
Segundo a polícia, na ocasião, ela fumou e policiais recolheram a ''bituca'' do cigarro e encaminharam o material para análise. Conforme a polícia, o teste está dentro da lei, já que o exame foi feito com material descartado, e não arrancado da pessoa.
Vilma responderá a novo inquérito por subtração de incapaz e falsificação de registro. Ela também é acusada de ter sequestrado Pedrinho de uma maternidade em Brasília, em 1986, e falsificado seu registro de nascimento.
Segundo a polícia, uma mulher que seria parente de Vilma raptou o bebê da maternidade de Maio e o levou para o hospital de Itaguari. Com o auxílio de um médico, o bebê teria ficado no local até a internação de Vilma, que simulou um parto. O médico já morreu.
Ainda segundo a polícia, Vilma teria passado por uma cirurgia para a retirada de gordura e passado seu sangue no bebê. Na época, ela namorava com o fazendeiro Jamal Rassi. Ele prestou depoimento e disse à polícia que, na época, acreditou que Vilma estava grávida.
Enfermeiras que trabalhavam no hospital de Itaguari disseram ao delegado Antônio Gonçalves que, após a divulgação do caso Pedrinho, perceberam que o mesmo poderia ter ocorrido com o bebê que havia chegado ao hospital, já que ele possuía no braço uma correntinha com o nome de Francisca - colocada pela maternidade de Maio, onde foi feito o parto da mãe verdadeira.
Abraço - Francisca Maria Ribeiro, mãe biológica de Roberta Jamilly, disse que irá esperar que sua filha a procure. Ela disse também que deseja ''um abraço apertado'' da filha.
O delegado Antônio Gonçalves, do Deic (Departamento de Investigações Criminais) de Goiânia, entregou para Francisca os documentos com o resultado do exame de DNA que comprovam ser ela a verdadeira mãe de Roberta.
''Graças a Deus que ela está viva. Mas vou esperar que ela me procure. Não quero forçar nada. A decisão é dela. Afinal, ela não tem culpa'', disse.

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