DNA comprova troca em hospital
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de junho de 2003
Hudson Corrêa<br> Agência Folha 
Campo Grande, MS - Um exame de DNA (destinado a reconhecimento de paternidade) comprovou ontem que a balconista Tereza Menas, 30 anos, teve a filha trocada na maternidade da Santa Casa de Campo Grande em junho de 1994. A menina Maria Carolina, atualmente com 8 anos de idade, sabe que não é filha biológica de Menas e enfrenta problemas psicológicos.
A direção do hospital pediu o exame ao laboratório e entregou o resultado ontem. Desde janeiro a mãe começou a suspeitar que a menina não era sua filha biológica, após fazer por vontade própria um teste de DNA para convencer o ex-marido a dar o sobrenome dele à criança.
Segundo o diretor-técnico da Santa Casa, Leonildo Herrero Perandre, será feito contato com sete mães que tiveram filhas no mesmo dia que Mena. Perandre disse que o hospital pedirá a cada uma delas para fazer o exame de DNA. O teste pode identificar a criança trocada com Maria Carolina.
Se a família se recusar a se submeter ao exame, o hospital deve pedir que a Justiça determine o reconhecimento de paternidade. ''Não penso em destrocar (as crianças) jamais. Quero uma convivência amigável com a outra família e visitar sempre minha filha (biológica)'', afirmou Mena. Perandre argumenta que na época do nascimento da criança, há oito anos, os bebês ficavam em berçários e eram identificados por pulseiras de esparadrapo que descolavam facilmente.


