Belgrado, 19 (AE-ANSA) - Zoran Djindjic, de 47 anos, casado e pai de dois filhos, representa uma das figuras mais destacadas da oposição ao regime do presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic.
Nascido em uma família de militares estacionados na Bósnia, Djindjic se formou em filosofia na Universidade de Belgrado e se doutorou em Costanza, na Alemanha.
Quando era estudante, ele foi condenado a prisão por ter fundado uma associação estudantil de oposição.
Para fugir da prisão, ele se refugiou na Alemanha, onde permaneceu durante algum tempo antes de regressar a seu país.
Em setembro de 1990, Djindjic tornou-se um dos dirigentes do Partido Democrático, do qual foi eleito presidente em 1994, promovendo um oposição constante a Milosevic.
Em 1995, entretanto, viajou até a "capital" sérvio-bósnia de Pale para se solidarizar com os sérvios da cidade quando aviões da Otan a bombardearam para pôr fim à guerra que arruinava o país.
Entre 1996 e 1997, Djindjic organizou com outros líderes da oposição - como Vuk Draskovic e Vesna Pesic - os protestos de massa de 90 dias pelas ruas de Belgrado para que o regime de Milosevic reconhecesse a vitória da oposição nas eleições administrativas. Depois, converteu-se no primeiro prefeito não comunista de Belgrado.

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