Divulgação de laudo do Crea sobre vazamento de óleo na Baía de Guanabara é adiado
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2000
Por Andréia Maia 
Rio, 29 (AE) - A Comissão Extraordinária criada pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio (Crea) para apurar as causas, responsabilidades e consequências ambientais do derramamento de óleo na Baía de Guanabara, ocorrido em janeiro, adiou a apresentação de seu relatório sobre o acidente. Segundo o presidente do Crea, José Chacon de Assis, a Petrobras não forneceu dados no tempo hábil até a elaboração do documento. A empresa pediu prorrogação do prazo para prestar as informações que faltam.
"Não existe, até o momento, condições de chagarmos às conclusões das causas do acidente do ponto de vista dos aspectos da engenharia, devido à falta de dados e da direção da Petrobrás ter pedido prorrogação para fornecer as informações solicitadas", explicou Chacon. A Comissão Extraordinária é formada por conselheiros do Crea, representantes dos sindicatos dos Petroleiros de Duque de Caxias (Sindipetro-Caxias) e do Rio de Janeiro, e da Federação Única dos Petroleiros (FUP).
Chacon afirmou que a comissão continuará a apurar as causas e responsabilidades pelo desastre ecológico e aguarda as informações pedidas a Petrobrás. Entre os dados solicitados pela comissão estão: projeto básico e detalhamento dos dutos; relatórios de inspeções; planos de emergência; Databook (diário) da obra do oleoduto PE - II, que se rompeu, e o relatório sobre o acidente que resultou no vazamento de óleo no mesmo duto em 1997. Acidente - Em 18 de janeiro deste ano, 1,29 mil litros de óleo vazaram na Baía de Guanabara depois do rompimento do duto PE - II da Petrobrás, que interliga a Refinaria de Duque de Caxias (REDUC) aos Dutos e Terminais do Sudeste (DTSE), na Ilha dágua, no Rio. O derramento provocou a morte de peixes, aves e árvores na região das Ilhas de Paquetá e do Governador e nas praias de Mauá, na Baixada Fluminense.


