Londrina - Foram 13 anos de relacionamento, entre namoro e casamento, até que a incompatibilidade aflorou. O divórcio foi consensual. "A gente já não estava bem há alguns meses, comentei com ele que a coisa já não estava legal e que eu precisava ficar um tempo na minha mãe para avaliar a relação. Nesse período, vi que não havia mais como voltar", conta a advogada E.N.A, de 31 anos. O marido concordou que o melhor mesmo era se divorciar e o ponto final ocorreu em dezembro, num processo bastante rápido, segundo ela. "Entre o tempo em que levei a petição ao cartório e dei entrada com a documentação, levou uma semana", afirma. E.N.A não acredita que a lei do divórcio tenha estimulado os casais a se separar, mas conta que já acompanhou casos típicos de precipitação. "Quando eu trabalhava num escritório de advocacia, aconteceu de uma cliente nos procurar para anular o casamento porque o marido foi dormir na casa dos pais em dois fins de semana seguidos após a união", recorda. "Hoje em dia as pessoas falam que vão casar e que se não der certo, separam", critica. No caso dela, a advogada já fez a fila andar. Namora há oito meses um rapaz também divorciado e faz planos para um novo casamento. "Não é só porque não deu certo com um que não vai dar com outro", aponta. (D.P.)

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