Divisão de Saúde investiga aumento no número de casos de meningite11/Mar, 11:36 Por Milton Bridi Campinas, SP, 11(AE)- Os técnicos da Divisão Regional de Saúde (Dir-12) de Campinas estão investigando a possibilidade do aumento no número de casos de meningite viral no município estar relacionado com a vacinação em massa da febre amarela, que foi suspensa ontem em todo o estado de São Paulo. Os números ainda não são definitivos, mas a Vigilância Epidemiológica dedectou só nesses dois primeiros meses do ano cerca de 20 por cento de casos a mais da doença nos 42 municípios da região, em comparação ao mesmo período do ano passado. Foram notificados 80 casos de meningite viral este ano. O levantamento indica que 25 pessoas que contrairam a doença haviam tomado a vacina contra a febre amarela em média três semanas antes. A DIR-12 quer apurar se há ligação entre a vacina e o avanço do número de casos de meningite viral, cujo os sintomas são febre alta, dor de cabeça, rigidez na nuca e vômito. A doença é mais comum entre as crianças e adolescentes. Um lote de mil vacinas foi enviado para o laboratório Biomanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio, que é responsável pela produção das doses. O resultado das análises só sai dentro de 30 dias. "As vacinas são produzidas com vírus vivos enfraquecidos e sempre há riscos, apesar da possibilidade ser bastante pequena, da toxicidade viral ter ficado acima do normal", disse o diretor da DIR, Marcelo de Queiroz Ramos. Suspensa - A vacinação em massa foi suspensa depois de ficar comprovado que a jovem Katy Cristina Ramos, de 22 anos, morreu 12 dias após ter sido imunizada contra a doença. Ela morava no município de Americana, na região de Campinas, onde foram aplicadas cerca de 2 milhões de doses. As secretarias municipais das duas cidades decidiram suspender a vacinação em todas as unidades de saúde, inclusive para quem for viajar para as regiões consideradas endêmicas. Os técnicos encaminharam para o laboratório da Fiocruz doses de vários lotes da vacina que foram aplicados na região para análises. O objetivo é de esclarecer o que provocou a reação na paciente, que durante cinco dias ficou internada no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Somente depois, com margem bastante segura, voltarão a aplicar a vacina", disse o secretário de Saúde de Campinas, Igor Del Guércio. O Ministério da Saúde decidiu iniciar a campanha de vacinação em massa justamente pela região, pois Campinas havia registrado um caso de febre amarela silvestre em janeiro, que foi "importado" por um estudante de 22 anos, que esteve na Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

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