Ribeirão Preto, 4 (AE) - O prefeito de Divinolândia, Ivan Carlos Lopes (PSDB), decretou, no início da tarde de hoje, estado de calamidade pública. "Quando a chuva cessar, isso aqui vai virar um caos", disse ele, referindo-se às inundações de 200 casas, aos 250 desabrigados e à situação financeira do município. Ele calcula que serão necessários cerca de R$ 400 mil para sanar os prejuízos. O Rio do Peixe, que cruza a cidade, na divisa com Poços de Caldas (MG), voltou a subir hoje, mas não transbordou. Pelo menos 15 pontes da zona rural foram destruídas.
Em Santa Rita do Passa Quatro, a prefeitura estima que houve prejuízos de R$ 500 mil, mas não teve vítimas ou desabrigados. Pontes e residências desmoronaram e rachaduras apareceram em estradas e ruas. Os quatro riachos que cruzam a cidade e uma represa transbordaram. O vice-prefeito José Henrique Zorzi (PTB) disse que a preocupação, agora, é com os cerca de 1.000 quilômetros da zona rural, já que a distribuição da produção agrícola pode ser afetada. Segundo ele, decretar estado calamidade pública ou de emergência ainda está fora de cogitação. A receita mensal do município é de R$ 1 milhão.
Em Descalvado, emissários e adutoras romperam-se e ocorreram desmoronamentos de muros e de três pontes, além de deslizamentos de galerias pluviais e de terra em bairros sem pavimentação. No cemitério da cidade dez túmulos foram afetados. A rede de esgoto não suportou a quantidade de água e transbordou em cerca de dez ruas. Pelo menos 30 gatos morreram afogados no gatil construído em área da prefeitura - a obra foi inundada. Não houve desabrigados e duas famílias, em situação de risco, foram retiradas preventivamente de suas casas. "Os custos ainda não foram estimados", disse o prefeito José Antonio Todescan Gabrielli (PSDB).