Paris, 17 (AE-AP) - A França talvez deixe de atender a um dos cinco critérios que a qualificam para participar da união econômica e monetária européia, permitindo que seu nível de endividamento ultrapasse os limites aceitáveis.
O ministro das Finanças da França, Dominique Strauss-Kahn, disse que a dívida do país "poderá ficar em torno de 61% a 62% do Produto Interno Bruto (PIB)", ou seja, um índice de 1% a 2% superior ao coeficiente de endividamento máximo requerido para os 11 países pertencentes à União Européia, segundo ata da reunião da Comissão de Finanças da Assembléia Nacional realizada hoje. A dívida do ano passado tinha sido originalmente calculada como sendo 58,5% do PIB.
A França tem-se vangloriado do fato de ser um dos únicos países que atendeu a todos os chamados cinco requisitos para ingresso de Maastricht para integrar a chamada moeda comum.
Porém, desde que adotou os padrões de contabilidade da União Européia, no mês passado, o país teve de incluir no seu cálculo 186 bilhões de francos (US$ 29,2 bilhões) em dívidas incobráveis produzidas pelo Credit Lyonnais.
Os comentários do ministro das Finanças surgem em um momento em que os investidores internacionais estão sensíveis a quaisquer sinais de enfraquecimento por parte dos governos da região na sua resolução de cortar déficits e pôr as finanças públicas em condições mais saudáveis.
Isso, juntamente com os sinais de forte crescimento na economia dos Estados Unidos, é o que está por trás da queda de 13% do euro em relação ao dólar, o nível mais baixo desde o início do ano.

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