Curitiba Uma pesquisa feita pela Federação Brasileira de Hospitais (FBH) detectou que, em média, cada hospital brasileiro tem uma dívida equivalente a seis meses de seu faturamento. A dívida total ao final de 2002 chegava a R$ 3 bilhões. No Paraná a situação é mais crítica e a dívida das casas hospitalares chega ao faturamento de 11 meses.
A principal fatia dos débitos diz respeito ao recolhimento de impostos e obrigações trabalhistas, além de pendências com bancos e fornecedores. Os impostos e encargos trabalhistas são responsáveis por 39,2% da soma, fornecedores têm 23,2% a receber do total e os bancos 13,6%.
''A rede hospitalar brasileira está descapitalizada e endividada. Como reflexo, avança rapidamente no processo de sucateamento'', diz o presidente da Fehospar, José Francisco Schiavon.
Ele acredita que o setor de saúde não vem recebendo dos governantes, nos últimos anos, a atenção que merece. E cita que enquanto a inflação nos oito primeiros anos do Plano Real superou a casa dos 150%, o reajuste médio na parte hospitalar paga pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi de 3%.
No local onde funcionava um dos hospitais fechados em Curitiba, o São Francisco, agora existe uma funerária. O médico Otaviano Baptistini Júnior, que dirigiu o hospital, diz que essa é a política do governo, a ''morte dos hospitais''. O hospital fechou depois de quase 100 anos de funcionamento.

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