Distrito Policial não oferece segurança
Distrito Policial
não oferece
segurança
A carceragem do 11º DP, conhecida também como minipresídio e cadeião, reúne uma série de irregularidades. As mínimas regras de segurança não são respeitadas por falta de pessoal. A revista nos visitantes simplesmente não é promovida porque há, em média, apenas dois policiais civis para fazer a fiscalização.
As condições de higiene do cadeião são precárias. A fossa externa que recebe os dejetos dos detentos está a céu aberto e entupida. A fossa foi reparada, mas continuava até ontem sem proteção. Quando o sistema falha, os presos são obrigados a defecar em sacos plásticos. O muro externo só tem 2,30 metros.
Devido à superlotação, os presos são obrigados a reverzar-se para dormir. A qualidade da alimentação também está comprometida. O trajeto entre o distrito e a Prisão Provisória do Ahú, onde a comida é apanhada, pode levar uma hora. Neste intervalo, há alimentos que podem estragar, conforme afirmam os policiais.
As péssimas condições do 11º distrito estão mais para regra geral do que para exceção. Em alguns distritos da capital os presos só são alimentados por conta da ajuda de setores organizados da sociedade, como mostrou a Folha em diversas reportagens neste ano. Chefes de delegacias afirmam não ter condições de investigar porque agentes têm que cuidar de presos.
Um dos casos mais graves ocorre em Almirante Tamandaré, onde a delegada, Delair Ribeiro Manfron, trabalha só com um adjunto. Nesta semana, 12 dos 17 presos da delegacia tiveram de ser transferidos após uma tentativa de fuga. A capacidade das celas é para seis presos.





