Distribuidores de aço do Mercosul criam instituto
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terça-feira, 12 de outubro de 1999
Por Vladimir Goitia 
São Paulo, 13 (AE) - Os distribuidores de aço do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile criaram hoje o Instituto dos Distribuidores de Aço do Mercosul (IDAM). De acordo com o presidente da entidade, German Aguirre Medeiros, a idéia de criar o instituto é fazer com que ele se transforme na voz dos distribuidores, principalmente no momento em que o Mercosul passa por uma série de conflitos comerciais. Embora hoje os distribuidores de aço dos quatro países atuem exclusivamente em seus mercados, sem interferência na exportação, o instituto acredita que, com a consolidação do Mercosul, o mercado passará a ser único. Com isso, disse Medeiros, poderão surgir problemas semelhantes aos que surgiram no setor siderúrgico. Medeiros referiu-se às investigações de dumping que a Argentina iniciou contra os laminados a quente e a frio exportados pelo Brasil.
Atualmente, os distribuidores de aço respondem por 30% do consumo total em cada um destes países. "Acreditamos que, com a consolidação do Mercorsul, esse mercado vai se tornar único, razão pela qual poderão surgir problemas específicos do setor", explicou o presidente do IDAM.
Bolsa de aço - O IDAM tem o projeto de criar uma bolsa virtual do aço, a exemplo do que existe no Chile. Por meio dessa bolsa, as transações de aço são feitas de forma horizontal, ou seja, entre as próprias distribuidoras.
A vantagem deste tipo de negociação é que ela é feita sem saber quem é o comprador e quem é o vendedor. Dessa forma, é possível reduzir custos, determinar preços mínimos e máximos, local da entrega, e determinar se existe ou não escassez de um derterminado produto, explicou Thomas Townsend Wormull, gerente-geral da distribuidora de aço chilena Sabimet.
No Chile, mercado significativamente menor que o brasileiro, a bolsa de aço movimenta cerca de US$ 100 mil por mês. "Não é difícil que um sistema desses consiga transacionar 10% do mercado de distribuição de aço", explicou Wormull. De acordo com ele, se o Brasil viesse a criar uma bolsa de aço semelhante à chilena, esse mercado movimentaria pelo menos cerca de R$ 130 milhões por ano. Atualmente, os distribuidores de aço no Brasil movimentam cerca de R$ 1,3 bilhão em aços planos, de acordo com o presidente do recém criado Instituto dos Distribuidores de Aço do Mercosul.


