Distribuição de remédio que evita rejeição de rim transplantado é regularizada no Rio após 15 dias16/Mar, 18:29 Por Clarissa Thomé Rio, 16 (AE) - Os doentes renais crônicos e transplantados do Rio voltaram a receber, hoje, o medicamento Imuran, que evita a rejeição do rim transplantado. Durante duas semanas o medicamento esteve em falta. A Secretaria Estadual de Saúde recebeu 35 mil comprimidos e outros 105 mil devem chegar até o fim do mês. O carregamento deve durar até maio, segundo estimativa do diretor do Departamento de Farmácias, Antônio Carlos Morais. "A Furp (Fundação do Remédio Popular de São Paulo) deveria ter feito a entrega na quinta-feira antes do carnaval, mas atrasou", explicou Morais. "Eles alegaram que estavam distribuindo para todo o País, mas que a situação seria normalizada". O diretor negou que tenha havido atraso no pagamento e informou que novo processo para compra foi iniciado. Os doentes renais e transplantados começaram a sofrer com a falta de remédio há 15 dias. Eles se dirigiam ao Posto de Distribuição da Rua Moncorvo Filho, no centro, e, em vez de receber medicamento para o mês todo, eram orientados a voltar dias depois para buscar nova dose. "Quando faltou de vez o Imuran, muitos se cotizaram para comprar a caixa com 200 comprimidos, que foi dividida; outros pediram emprestado a quem ainda tinha alguma sobra", disse o presidente da Associação de Doentes Renais Crônicos e Transplantados, Gilson Nascimento da Silva. O medicamentos custa R$ 280 nas farmácias convencionais. Silva contou que entrou em contato com o representante da Furp, identificado como Carlos Eduardo, e ouviu a explicação de que estaria faltando matéria-prima para produzir o medicamento, que é importada. "Ele disse que a culpa não era da secretaria nem do laboratório mas o fato é que 70% dos 1.100 transplantados do Estado precisam do Imuran todos os dias", afirmou. Além do Imuran, Silva lembra que faltou por "três ou quatro dias" o Cellcept, que também evita a rejeição do rim transplantado. "Mas a Roche já entregou o medicamento", afirmou. No ano passado, os doentes crônicos do Estado sofreram com a falta do Sandimun Neural. Eles chegaram a passar madrugadas na fila do posto de distribuição e ocuparam o gabinete do secretário de Saúde, Gilson Cantarino. "No ano passado, tínhamos débito violento deixado pelo governo anterior, mas a situação está normalizada", disse Morais. Ele garantiu que não haverá nova suspensão da distribuição de medicamentos para pacientes renais.

mockup