São Paulo, 28 (AE) - A distribuição de cimento em São Paulo está prejudicada nos últimos sete dias, com a greve dos caminhoneiros que impedem a saída do produto das fábricas da Votorantim, em Sorocaba, no interior do Estado, anunciou o presidente das Indústrias Votorantim, José Ermírio de Moraes Neto. Ele disse que há disposição em se negociar com os caminhoneiros, mas "é preciso que as propostas sejam reais e verdadeiras".
Ele salientou que o Grupo Votorantim detem 35% do mercado paulista, liderando as vendas, mas, com o bloqueio da fábrica, os concorrentes podem avançar, mudando estratégias de distribuição, o que não se faz de um momento para o outro. Ele entende que "a greve é mais política do que econômica, apesar de entendermos que o pedágio é um componente de aumento de custo para o caminhoneiro, mas que está fora de nosso poder de negociação".
Moraes Neto afirmou esperar que "a volta do bom senso por parte dos caminhoneiros ocorra logo". "Não há sentido para se falar em greve nacional de caminhoneiros de novo, quando o governo processa uma negociação ampla que pode beneficiar a categoria."

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