Curitiba - A Aids não é causada pelo HIV e não se trata de enfermidade transmissível. É o que defende o grupo Aids Dissidentes, que reúne mais de 5 mil pesquisadores e médicos de cerca de 50 países. Para grupo, o vírus HIV nunca foi encontrado por estudiosos, ao contrário do que o mundo passou a acreditar desde 23 de abril de 1984, quando dois pesquisadores ligados ao Ministério da Saúde americano anunciaram a descoberta do vírus.
''Em minhas pesquisas nunca analisei a Aids como uma doença transmissível'', diz o médico infectologista Roberto Giraldo, do Weill Cornell Center, em Nova York (EUA), uma das mais renomadas instituições americanas de pesquisa médica. Giraldo está em Curitiba como convidado do 7º Encontro Brasileiro e 4º Encontro Internacional de Medicina Integrada. Primeiro membro do Aids Dissidentes a vir ao Brasil, o pesquisador, que é colombiano mas está radicado nos Estados Unidos, explicou a tese defendida pelo grupo.
Essa linha de estudos defende que a Aids não é uma doença isolada, mas consequência do desgaste generalizado da saúde, causado por agentes tóxicos e nutricionais que podem ter origem química, física e até mental.
O grupo explica que seus estudos são pouco conhecidos porque ferem grandes interesses. ''Nossa posição não é apenas contrária ao que está aí, mas antagônica, sob ponto de vista técnico, científico, ético'', diz. Segundo Giraldo, o grupo vem sendo censurado porque além da Aids ser ''um grande erro dos pesquisadores'', atendeu, e atende até hoje, a interesses políticos e econômicos.
O médico lembra que os cinco primeiros casos de Aids do mundo, surgidos em 1981 em Los Angeles (EUA) eram em homens jovens, homossexuais, que se prostituíam e usavam drogas. Nessa época, ele e outros pesquisadores, entre eles o americano Peter Dulesberg de São Francisco já tinham estudos que mostravam que o uso de drogas (maconha, heroína, cocaína, anfetaminas etc) reduziam o sistema imunológico. Outros estudos mostravam que hemofílicos, homossexuais da Europa e Estados Unidos e populações de países pobres eram mais suscetíveis a infecções e aparição de tumores.
A Aids, defende Giraldo, é uma enfermidade de origem tóxica e nutricional e, de acordo com pesquisas feitas com pacientes, acomete pessoas expostas a cinco tipos de agentes estressantes: químicos (agrotóxico, drogas, materiais de limpeza, conservantes de alimentos etc); físicos (todo tipo de radiação); biológicos (micróbios, bactérias, vírus etc); mental (tristeza, insatisfação etc); e nutricional.
Para justificar a teoria, o infectologista aponta exemplos como Nova Jersey, cidade com maior índice de contaminação (petroquímica, radiações) dos Estados Unidos e que detém o maior número de pessoas com Aids no país. Ele lembra, ainda, que na Europa e EUA os homens são responsáveis por 95% dos casos de Aids. Já na África, 60% são mulheres, ''porque sofrem mais'', conclui.

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