Havana, 07 (AE-ANSA) - O presidente da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, o dissidente Elizardo Sánchez, afirmou hoje (07) que o menino Elián Gonzalez "deve regressar o quanto antes à Cuba para receber o abrigo de seus pais e avós". Segundo Sánchez, esta é a solução mais justa e racional para o problema do ponto de vista humanitário e jurídico.
O dissidente, tolerado, mas sem reconhecimento oficial em Cuba por parte do governo de Fidel Castro, observou que "toda tentativa de manipulação política da tragédia do menino Elián Gonzalez por grupos que se enfrentam pelo ódio, constitui um abuso que deve ser rechaçado pela opinião pública".
O menino, de seis anos, foi o único sobrevivente em uma travessia de emigrantes ilegais para os Estados Unidos em uma embarcação que se afundou. No acidente, 10 pessoas morreram, entre elas, a mãe e o padrasto do menino.
O pai de Elián, Juan Miguel Gonzalez, de 31 anos, que tem o direito de paternidade, exige de imediato o retorno de seu filho a Cuba e solicitou o apoio do governo.

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