As polícias Civil de Pato Branco e de Sulina, no Sudoeste do Paraná, começaram a investigar ontem a morte do segurança Pedro Dinarte da Anunciação, 57 anos, que trabalhava na Fazenda Santa Inês. O segurança foi morto a tiros depois de entrar em confronto com quatro homens que estariam tentando invadir a propriedade. Eles moram em um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), mas fazem parte de um grupo dissidente do movimento. Um deles, Sebastião Lourenço do Nascimento, 33 anos, que foi ferido no confronto, foi indiciado por invasão de propriedade e homicídio.
Nascimento permanece no hospital de Pato Branco, sob escolta policial. Conforme o delegado-adjunto de Pato Branco, Isaltino Sambugaro, o acusado negou ter atirado nos dois seguranças. Ele disse à polícia saber apenas o nome de um integrante do grupo, chamado Guedes. No depoimento, o acusado afirmou que estavam indo para uma propriedade vizinha quando foram surpreendidos pelos seguranças da Fazenda Santa Inês, que teriam começado a atirar.
‘‘Vamos tentar descobrir quem são esses três homens e qual a verdade, pois cada um apresenta uma versão diferente’’, comentou o delegado.
A secretaria regional do MST de Cantagalo divulgou nota dizendo que ‘‘no assentamento Marcos Freire há uma dissidência do MST que é sustentada pela Prefeitura de Rio Bonito do Iguaçu e pelo Incra’’. Conforme a nota, ‘‘os dissidentes tentam desmoralizar o movimento’’.

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