Disputa por medalhas e recordes prossegue em Bruxelas e Berlim
Sevilha, 30 (AE-AP) - Um total de US$ 5,32 milhões foi dividido entre os atletas no Mundial de Atletismo de Sevilha, em recompensas pelas medalhas e recordes. Mas a luta dos atletas pelos prêmios em dinheiro continua nos últimos torneios da temporada. Nos meetings da Liga de Ouro, quinta-feira, em Bruxelas, e dia 7, em Berlim, estará em jogo a "bolada" de US$ 1 milhão. No dia 11, a final do Grande Prêmio de Munique vai repartir US$ 3,388 milhões.
Os últimos meetings do ano também têm a característica de ser a revanche do Mundial. O torneio em Berlim deve atrair 64 ganhadores de medalhas em Sevilha, 16 deles campeões do mundo. As disputas em Sevilha mudaram os valores de mercado de vencedores e derrotados. O norte-americano Michael Johnson, recordista mundial dos 200 e 400 metros, foi um dos que mais sairam ganhando. Levou US$ 180 mil pelo seu recorde e vitória nos 400 m e pela medalha de ouro no revezamento 4 x 400 m e teve o cachê valorizado para o futuro. Maurice Greene deixou a Espanha com três medalhas de ouro e US$ 140 mil no bolso. Johnson não vai correr em Berlim por causa de problemas no tendão de Aquiles e bolhas nos pés.
Outro que poderá aumentar sua conta bancária na virada do ano é o tetracampeão mundial dos 10 mil m, o etíope Haile Gebrselassie. Cancelou sua tentativa de recorde mundial agora, mas vai partir para a quebra da marca em 31 de dezembro, na Austrália, em um torneio organizado pelo ex-recordista mundial Ron Clarke.
Sete atletas vivem uma fase de estrelas, com os cachês valorizados por dois títulos de campeão do mundo, no Mundial Indoor do Japão (pista coberta), no início do ano, e no Mundial de Sevilha (ao ar livre), encerrado no fim de semana. Nesta seleta lista figuram o alemão Charles Friedek, do salto triplo, o norte-americano Maurice Greene (100 m), o etíope Haile Gebrselassie (fundista), o britânico Colin Jackson (barreirista)
o cubano Iván Pedroso (salto em distância), a checa Ludmila Formanova (800 m) e a romena Gabriela Szabo (fundo).
Punição - O queniano Bernard Barmasai foi punido hoje pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) e não poderá mais lutar pelo milhão de dólares da Liga de Ouro. O prêmio é dado ao atleta que ganhar a mesma prova nas sete etapas da Liga. A IAAF, reunida em Sevilha, considerou provado que Barmasai, de 25 anos, quinto no Mundial, ganhou a prova dos 3 mil m com obstáculos em Zurique graças a um acordo feito com o seu compatriota Christopher Koskei.
Assim, só o dinamarquês Wilson Kipketer (800 m), a romena Gabriela Szabo (3 mil e 5 mil m) e a norte-americana Marion Jones (200 m) continuam com chances de lutar pelo prêmio da Liga de Ouro. É possível que Marion Jones, que abandonou o Mundial por causa de uma lesão nas costas, não dispute o meeting de Bruxelas.





