Curitiba - Uma disputa pela liderança de um acampamento de trabalhadores rurais sem terra - o Primeiro de Maio -, em Bituruna (71 km a Oeste de União da Vitória), terminou em assassinato, na manhã do último domingo. Ademar Alves, 48 anos, foi morto com cerca de dez disparos de arma de fogo, além de ter sido espancado com pedaços de pau. Sebastião Ferreira de Luz, 36 anos, e Marcos Aurélio da Silva, 26 anos, foram presos, em flagrante, acusados de envolvimento.
O delegado-adjunto da 4 Subdivisão Policial de União da Vitória, Jonas Eduardo Peixoto do Amaral, disse que informações preliminares apontam a participação direta de, pelo menos, seis pessoas na morte de Alves. Os autores dos disparos - que seriam outros três acampados - já teriam sido identificados, mas estavam foragidos, até o final da tarde de ontem.
De acordo com Amaral, depois de uma reunião na noite de sábado, um grupo de aproximadamente 20 pessoas, que estariam descontentes com a liderança de Alves, decidiu que ele deveria ser expulso do acampamento. Na manhã seguinte, dirigiram-se à casa da vítima armados de revólveres, pistolas e pedaçõe de madeira. ''Eles já foram com intenção de matá-lo'', afirmou o policial. Luz e Silva foram indiciados, em princípio, por homicídio qualificado e formação de quadrilha. Segundo o delegado, ambos tinham passagem pela polícia por lesões corporais.
Na noite de sábado, o trabalhador rural Elio Elário Siebert, 44 anos, do Assentamento Marco Freire, em Rio Bonito do Iguaçu (125 km a Oeste de Guarapuava), foi morto a tiros e golpes com a coronha da arma na cabeça. Ele estava em casa, junto de sua mulher, que segurava um dos três filhos do casal no colo.
Segundo o delegado-adjunto da 2 Subdivisão Policial de Laranjeiras do Sul, Marino Marcelo de Oliveira, o depoimento da viúva levou a polícia a trabalhar com a hipótese de crime passional. Ele preferiu não dar detalhes sobre a suspeita e acredita que o autor do crime - supostamente morador na região - apresente-se à polícia em breve.

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