Disputa dificulta previsão de quem estará no comando paraguaio Do enviado especial Ariel Palacio
Assunção, 29 (AE) - O complexo emaranhado dos grupos que disputam o poder no país e as lacunas jurídicas da Constituição paraguaia sobre a sucessão presidencial tornam difícil prever quem estará no comando do país até o fim do ano.
Segundo a maioria dos juristas, o empossado presidente Luis González Macchi deveria convocar em breve eleições para vice-presidente. O cargo está vago desde a terça-feira passada, quando foi assassinado o vice-presidente Luís María Argaña. Com a eleição do vice, Macchi teria de renunciar, voltando reassumindo o cargo de presidente do Senado.
Desta forma, o vice-presidente eleito passaria a ocupar a presidência do país deixando novamente vago o cargo de vice-presidente, o que implicaria a realização de novas eleições.
Mas não há certeza de que os acontecimentos vão evoluir dessa forma. Nas diversas declarações dadas desde a noite de domingo, Macchi deu a entender que seu governo se estenderia até o ano 2003, quando conclui o atual mandato presidencia. Esta seria a fórmula utilizada no caso da impossibilidade de realizar eleições este ano, como consequência do clima de instabilidade, que ainda não desapareceu totalmente do país.
No entanto, Macchi ainda não declarou formalmente se esse é seu plano. Segundo ele, permanecer até o 2003 "dependerá das forças políticas" que o levaram ao poder. "É uma decisão deles
de quem sou seu humilde servidor", disse Macchi.





