Tradicionalmente bem conceituados, os concursos públicos e processos seletivos realizados para preenchimento de vagas em faculdades e universidades públicas costumam atrair grande número de interessados. Nem mesmo a defasagem salarial que atinge a categoria afugenta os futuros professores.
A chefe do Departamento de Recursos Humanos da unidade de Medianeira do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR), Magela Reny Fonticiella Szpak, diz que a procura é grande e sempre constante. ''O salário é um fator que atrai, mesmo estando há sete anos sem aumento'', aponta.
Além disso, ela complementa que o ''status'' de se trabalhar numa universidade pública também pesa na decisão. Isso porque as instituições públicas costumam disponibilizar benefícios que incrementam a renda do profissional. No Cefet, por exemplo, Magela diz que há uma gerência que trabalha exclusivamente buscando consolidar parcerias, convênios e consultorias com empresas e instituições privadas. Segundo ela, o Cefet também incentiva o aprimoramento do profissional ofertando cursos de línguas, de especialização e treinamentos nas mais diversas áreas.
Normalmente, o processo de seleção para professores no Cefet é formado por uma prova escrita, prova de didática e análise da titulação.
O coordenador de Recursos Humanos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Antonio Benedito Guirro, afirma que na média há três interessados para cada vaga aberta pela instituição. Ele lembra que há dois tipos de recrutamento: concurso público voltado para ingresso na carreira acadêmica e processo seletivo voltado para preenchimento de vagas temporárias. No primeiro caso, a UEL exige que o candidato tenha, pelo menos, um curso de mestrado na área. Já nos testes seletivos, o candidato tem que ser, no mínimo, graduado. ''O concurso serve para aqueles que têm interesse em entrar direto da carreira acadêmica. Já os testes, servem como um treinamento para quem pretende seguir carreira no ensino'', avalia Guirro.
Os concursos públicos realizados pela UEL costumam atrair grande número de interessados de outros estados, já que a instituição faz a divulgação nacional das vagas ofertadas. Segundo ele, somente neste ano a UEL já realizou concursos públicos para preenchimento de vagas em 40 áreas distintas.
Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), o interesse pelos concursos não é diferente. De acordo com o administrador encarregado pelos concursos, Édson Lazarin Volpato, a UEM também exige uma titulação mínima em nível de mestrado nos concursos para professoras. Mas, para alguns cargos técnicos específicos, Édson diz que encontra dificuldade para encontrar o perfil exigido. Para a função de docente, Édson exemplifica que a UEM oferece adicional de produtividade, adicional de titulação (15% do salário-base para quem possui especialização, 45% do salário-base para mestrado e 75% para o profissional com doutorado). (L.A.)

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