Campinas, SP, 08 (AE) - Uma brincadeira com um revólver calibre 32 causou a morte da estudante A.A., de 11 anos. O incidente ocorreu, ontem (07), por volta das 17 horas, em Cordeirópolis, interior de São Paulo. A arma disparou acidentalmente quando a menina conversava com sua prima, E.T.F., de 14 anos. A bala perfurou o coração da garota, que morreu antes de ser atendida no hospital. A arma pertence ao tio de A., o ceramista José Daniel Ferreira, preso em flagrante e indiciado por homicídio culposo.
Segundo o delegado de Cordeirópolis, Luis Roberto Vilela, o ceramista pagou fiança no valor de R$ 50,00 e responderá o processo em liberdade. Ferreira não possuia porte e a arma não tinha registro. Disparo - O acidente aconteceu na casa do ceramista, no bairro Jardim Cordeiro, quando as duas meninas conversavam no quarto de E.T.F. De acordo com Vilela, A. encontrou o revólver dentro de uma caixa atrás da porta do quarto. "Ela apontou para o peito e perguntou se a prima iria chorar se ela morresse", contou o policial. A prima contou que a arma só disparou na segunda vez que A. apertou o gatilho.
A menina foi socorrida pela tia, Sueli Oliveira Ferreira, que estava em casa e a levou para o hospital. Porém, ela morreu antes de ser atendida pelos médicos. O ceramista, que não tinha passagem pela polícia, foi detido ao chegar em casa. Segundo o delegado, ele disse que comprou a arma há oito anos, mas nunca a usou.
A bala que causou a morte da menina era a única que estava no tambor do revólver. Ferreira guardava o restante da munição dentro de uma meia junto com a arma. "Houve negligência por parte do proprietário da arma", disse o delegado. A lei que regulamenta o porte de arma obriga o proprietário a passar por treinamento de tiro e exame psicológico.

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