Disparada do dólar pode gerar aumento de 25% no macarrão
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terça-feira, 09 de fevereiro de 1999
Por Rosangela Capozoli 
São Paulo, 09 (AE) - Fabricantes de massas secas prevêem aumentos nos preços de até 25% para os próximos dias se o dólar continuar nesta escalada. "Desde a desvalorização do real os preços subiram entre 12% e 15% e poderão atingir 25%", afirma Aluísio Quintanilha, presidente da Associação Brasileria da Indústria de Massas (Abima).
Com uma participação de 50% nos custos da produção, explica, o trigo apresentou alta entre 45% e 50% desde o início da desvalorziação da moeda. "Os preços são atrelados ao dólar, pois cerca de 80% do produto conumido no país é importado", afirma.
"Estamos negociando com os fornecedores, de forma a evitar especulações. Vamos ver como o câmbio se comportará nos próximos dias. Se houver estabilização de US$ 1,60, os aumentos permanecerão em torno de 15%", afirma.
Esse acréscimo, de acordo com ele, não seria tão significativo, pois em 98 houve queda de cerca de 8% nos preços.
O presidente da Abima afirma que, enquanto houver trigo, a produção deve continuar a todo vapor. Ele também não acredita em queda no consumo, por se tratar de um produto básico e ainda de baixo custo para o consumidor. Segundo pesquisa da entidade, 99,5% da população brasileira consome macarrão.
No ano passado, foram produzidas 1,1 mil toneladas de massas, aumento de 19,5% sobre o ano anterior. O setor obteve uma receita de R$ 1,5 bilhão.


