Curitiba - Se para os homens, a medicina já conseguiu importantes avanços para resolver as disfunções sexuais mais comuns - falta de desejo, dificuldade de ereção e problemas estruturais do pênis -, em relação aos distúrbios femininos as perspectivas de solução ainda parecem muito distantes. Este ano, o medicamento que revolucionou o tratamento da disfunção erétil, o citrato de sildenafila ou o popular Viagra, completa uma década de existência: período em que foi utilizado por mais de 35 milhões de homens em 120 países. A indústria farmacêutica Pfizer contabiliza 1,8 bilhão de comprimidos vendidos.
Mesmo com o advento do Viagra e de outros similares que o sucederam, no Brasil, o uso de medicamentos para melhorar a qualidade da ereção ainda é conservador. A maioria dos homens ouvidos na pesquisa sobre comportamento afetivo e sexual - a Mosaico Brasil - (81,2%) afirmou dispensar o uso de remédios.
O diretor médico da Pfizer, João Fittipaldi, lembrou que, além de medicamentos, a população masculina dispõe de vários outros recursos para solucionar as disfunções sexuais: cirurgia e implantação de próteses para resolver problemas estruturais do pênis e injeção intra-cavernosa para disfunção erétil, exemplificou.
Já as disfunções sexuais femininas são mais complexas, observou o médico. Ausência de desejo e de orgasmo, ou dificuldade de chegar ao orgasmo, além da dor durante o ato sexual são as queixas mais comuns entre as mulheres. ''Mas, para cada uma dessas disfunções, abre-se um leque de diferentes causas possíveis'', afirmou Fittipaldi ao esclarecer o porquê da dificuldade do meio médico científico avançar nos tratamentos.
Atualmente, um dos únicos recursos para o público feminino é o tratamento à base de hormônios (testosterona) indicado para a falta de desejo sexual. ''Não teremos, a curto prazo, um medicamento tão revolucionário (para as disfunções sexuais femininas) como o Viagra'', admitiu.(A.L.)

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