Discussão sobre o Uber é adiada na Câmara
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segunda-feira, 25 de julho de 2016
Viviani Costa<br>Reportagem Local 

Mudanças na exploração do serviço de táxi em Londrina foram discutidas nesta segunda-feira (25) na Câmara de Vereadores em uma reunião com profissionais da categoria e o vereador Rony Alves (PTB). O autor do projeto de lei n° 64/2016 pretendia proibir o transporte remunerado de passageiros por meio de veículos particulares não registrados junto à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). No entanto, após uma longa discussão com os profissionais do setor, o item foi retirado da proposta. A intenção era impedir a entrada do Uber em Londrina.
O representante do Sindicato dos Taxistas de Londrina, Wesley Damasceno Correa, informou que a proibição seria muito ampla e que o assunto precisaria ser debatido com mais profundidade. "Essa discussão ficou para um segundo momento. [
] Todas as características que o Uber oferece ou qualquer outro carro particular contratado dessa forma, os taxistas de Londrina estão preparados para ofertar também", defendeu Correa ao lembrar que os táxis que circulam na cidade possuem Wi-Fi e podem ser acionados por aplicativos em que é possível ter acesso aos nomes dos taxistas e à avaliação dos profissionais.
Hoje, cerca de 380 taxistas atuam em Londrina. Com a queda no movimento em razão da crise econômica, os profissionais estão preocupados com um possível excesso na oferta de serviços de transporte particular. O Uber já atua em 12 cidades do País e demonstrou interesse em dar início aos trabalhos em Londrina. Na última sexta-feira (22), o diretor de Políticas Públicas da empresa, Gabriel Petrus, esteve na Câmara de Vereadores para falar sobre o serviço.
Mesmo sem o item polêmico, o projeto de lei proposto inicialmente pelo vereador será alterado e deve continuar em tramitação para regulamentar outras reivindicações da categoria, como a autorização para que os taxistas trafeguem nas faixas exclusivas para ônibus mesmo sem passageiros. Os profissionais esperam ainda novos debates, inclusive sobre os custos da prestação do serviço regularizado. Conforme Correa, além da concessão para ser taxista em Londrina, o custo anual com taxas municipais é de aproximadamente R$ 2,5 mil.
Rony Alves explicou que a legislação federal sobre mobilidade urbana será analisada pelo setor jurídico da Câmara. A partir daí, o sindicato será convidado para novos debates sobre o transporte particular de passageiros. "Existe a possibilidade de proibição ou apenas a possibilidade de regulamentação da lei. A partir dessa resposta do jurídico, vamos novamente sentar com o Sindicato dos Taxistas para repassar essa informação", afirmou. Leis implantadas em municípios onde o Uber já atua também serão analisadas para que um projeto de lei específico sobre o assunto seja proposto na Câmara de Londrina.


