Los Pozos, Colômbia, 31 (AE-AP) - A decisão do governo e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de iniciar as negociações de paz com o exame de um novo modelo econômico foi recebida com satisfação por dirigentes da economia e do setor trabalhista.
"Me parece ser da maior importância porque os colombianos necessitamos saber qual o modelo para seu desenvolvimento econômico e social nos próximos anos", disse à Associated Press Jorge Humberto Botero, presidente da Associação Bancária do país.
"É válido que se abordem o tema do modelo econômico e social. Temos muitas expectativas com relação a resultados tangíveis e concretos", manifestou-se, por usa parte, Luis Eduardo Garzón, presidente da Central Unitaria de Trabajadores.
Garzón acrescentou que "é muito significativo que num país tão intolerante, governo, guerrilheiros e empresários se sentem na mesma mesa" para analisar problemas sociais e econômicos. Ele também pediu "espaço para que os trabalhadores tenham oportunidade de expressar sua opinião", especialmente sobre temas como o emprego.
As audiências públicas sobre os primeiros 17 temas das negociações devem se iniciar na próxima semana, na cidade colombiana de Los Pozos, no sudeste da Colômbia.
Para as Farc, a maior e mais antiga das guerrilhas colombianas uma negociação positiva do modelo econômico pode tirar o país da maior recessão registrada em 100 anos, que em 1999 resultou em crescimento negativo do PIB (produto Interno Bruto) de 5%.

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