Discussão por transporte durante Sabá é momentaneamente neutralizada, mas está longe de acordo
Jerusalém, 16 (AE-AP) - Uma discussão sobre se o governo deveria aproveitar o leve volume de tráfego durante o Sabá judeu para transportar grandes partes de um equipamento pesado continuava nesta segunda-feira (16), apesar de um gesto conciliatório do primeiro-ministro Ehud Barak para com seus colegas de coalizão religiosos.
Dois partidos religiosos da coalizão de Barak ficaram enfurecidos pelo transporte de equipamentos pesados durante o Sabá, iniciado no pôr-do-sol da sexta-feira e encerrado no pôr-do-sol do sábado. A lei do judaísmo ortodoxo proíbe que se dirija e se opere outros mecanismos durante o Sabá.
Os partidos religiosos - Shas e União do Judaísmo do Torá - parou com suas ameaças de sair da coalizão de Barak depois de o primeiro-ministro prometer, ontem, analisar a questão, mas repetiu suas objeções sobre futuros transportes durante o Sabá. Restam ser realizadas outras quatro operações semelhantes.
Se os transportes durante o Sabá continuarem, "isto poderia levar a crises de muito alto nível", disse hoje Moshe Friedman, um assessor do ministro de Infra-Estrutura Eli Suissa, um líder do Shas.
O órgão formulador de política do Shas, Conselho dos Sábios do Torá, divulgou comunicado criticando duramente as profanações do Sabá, mas não levantou a questão de retirar-se do governo.
A briga demonstra uma antiga disputa entre judeus seculares e religiosos em Israel, que aumentaram durante o mandato do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Judeus seculares reclamavam que Netanyahu permitia aos partidos religiosos, que representavam o fiel da balança no parlamento, ditarem cada vez mais os costumes públicos.





