A tripulação da nave espacial Discovery conseguiu recuperar ontem no espaço o observatório Spartan, lançado para registrar as erupções na superfície do Sol e os ventos solares, revelou a NASA no centro espacial Johnson, em Houston (Texas).
O Spartan, que realizou sua quinta missão, foi lançado no domingo e permaneceu no espaço durante dois dias a 65 km do Discovery. ‘‘Temos o Spartan bem seguro’’, anunciou Stephen Robinson às 14h48 (18h48 Brasília).
O observatório, que pesa 1.400 quilos, tirou cerca de 600 fotografias da coroa solar e registrou dados sobre a velocidade dos ventos solares, compostos por partículas carregadas de eletricidade. Estes fenômenos afetam os satélites, o clima e as telecomunicações na Terra.
Nasa/France PresseO braço articulado em açãoO Spartan também permitiu aos cientistas calibrar novamente os instrumentos de outro observatório solar, o SOHO (Observatório do Sol e da Heliosfera), um satélite criado pela Agência Espacial Européia (ESA) e a NASA.
Robinson recuperou o observatório Spartan com o braço articulado canadense instalado no compartimento de carga do Discovery, após uma manobra de aproximação executada pelo piloto Steve Lindsey.
Durante a última missão do Spartan, em novembro passado, um erro de manobra da tripulação do onibus espacial fez o observatório girar sobre si mesmo e exigiu que dois astronautas saíssem ao espaço para recuperá-lo.
Desta vez, a tripulação do Discovery empregou um novo instrumento para recuperar o Spartan, ferramenta que será utilizada na construção da Estação Espacial Internacional (ISS), que terá início em semanas.
Um nariz e um coração artificiais estão sendo experimentados a bordo. O nariz eletrônico, desenhado pela Nasa e o Instituto Tecnológico da Califórnia, está preparado para reconhecer dez compostos tóxicos e detectar assim os gases perigosos.
O coração, fabricado pelo Bellarmine College de Louisville (Kentucky), consiste num aparelho que é uma reprodução do verdadeiro e um sistema circulatório semelhante ao de um homem adulto. Os cientistas da Nasa constataram que depois de dois dias no espaço, o tamanho do coração dos astronautas se reduz passando a bombear nas artérias 15 a 20% menos sangue do que na Terra. O organismo se adapta, com os hormônios e o sistema nervoso controlando a pressão arterial e as batidas do coração, para que o corpo não tenha problemas. Os cientistas esperam compreender as razões fisiológicas das mudanças observadas.Nasa/France PresseQuinta missãoO observatório Spartan (d) seguro no compartimento de carga do Discovery depois de dois dias no espaçoFrance Presse

mockup