Rio, 09 (AE) - Sérgio Werlang é o nome mais cotado para o cargo de diretor de Política Monetária do Banco Central. Ele é o economista que Mário Henrique Simonsen escolheu para sucedê-lo na direção da Escola de Pós-Graduação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a menina dos olhos do ex-ministro.
Partidário radical do equilíbrio das contas públicas, cortes de gastos e de aplicação de juros altos sempre que necessário para evitar inflação e outros males - ou seja, um simonseniano - Werlang, se de fato for para a área de Política Monetária do BC estará em seu elemento.
Um amigo conta que o controle da moeda é exatamente a sua paixão acadêmica, aprofundada quando fez o PhD na Universidade de Princepton, nos Estados Unidos, na qual foi colega de Armínio Fraga, que deverá presidir o BC.
Do período estudantil nasceu uma grande amizade, mantida com conversas semanais desde que os dois concluíram seus cursos, mesmo quando um vivia no Brasil e o outro, nos Estados Unidos.
Na verdade, segundo amigos, tudo indica que as conversações em torno da ida de Werlang para o governo vêem se desenrolando desde o fim de dezembro, quando o próprio Armínio também já estava em adiantados entendimentos com representantes do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Nesse mesmo período de tempo Werlang vendeu a sua participação no Banco BBM (ex-Banco da Bahia, da família Mariani), no qual estava há dois anos como diretor de Pesquisas. A instituição, por decisão dos controladores, vinha procurando algum encolhimento, operando menos comercialmente e também na área de investimentos.
Este ano, Werlang, de 39 anos de idade, parecia disposto a se dedicar pirncipalmente à consultorias e às aulas que dá, uma vez por semana, em uma parte do ano, na FGV, da qual nunca quis se desligar - é uma espécie de segundo lar.

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