Perigoso se consumido em altas doses, o álcool também pode estar associado ao lazer quando ingerido em pouca quantidade. Num rápido giro por bares que oferecem ‘‘happy hour’’ em Londrina, a reportagem da FOLHA encontrou várias pessoas que conseguem beber sem se colocar em risco.
  É o caso do gerente de marketing Alexandre Novaes Batista, 37, que toma chopp três vezes por semana em quantidades moderadas. ‘‘Bebo devagar e sempre acompanhado de alguma coisa de comer. Não tenho hábito de sair para beber a noite toda’’, diz ele, que estava junto com o vendedor Thiago Tomás, 28, outro exemplo de que o consumo comedido do álcool é possível. ‘‘Bebo pouco mesmo nos finais de semana, porque normalmente tenho que dirigir.’’
  A gerente comercial Ana Paula Zanetti, 30, costuma beber uma vez por semana, sempre devagar e intercalando com água. ‘‘Mesmo em festas, mantenho esse hábito para evitar problemas’’, conta. Ivone Chieffi, 63, que acompanhava a amiga, afirma que nem gosta muito de álcool. ‘‘Hoje mesmo vim ao bar para comer’’, exemplifica.
  As duas estavam com a administradora Mirela Chieffi, 34, que admite não ser tão moderada. ‘‘Já cheguei a ficar com os movimentos mais lentos. Quando estou assim, tomo o cuidado de não dirigir’’, revela.
  As estudantes Alessandra Parisoto Batilani, 18, e Dalila Bergamin Germano, 21, confessaram já terem vivido uma rotina de abusar do consumo do álcool, inclusive ‘‘matando aula’’ para tomar cerveja com os amigos. Depois de pesar as consequências do hábito, entretanto, elas decidiram reduzir as doses e, hoje, tentam ser mais moderadas. ‘‘Cheguei a reprovar de ano. Agora voltei a estudar e parei de exagerar na bebida’’, conta Dalila. (C.A.)

mockup