Dirigente quer pena menor para doping
Hong Kong, 30 (AE) - O Brasil vai levantar uma polêmica amanhã, no Congresso Extraordinário da Federação Internacional de Natação (Fina), na abertura do 4º Mundial de Piscina Curta (25 metros). O presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes, vai propor uma redução de quatro para dois anos, da pena de suspensão imposta aos nadadores, que pela primeira vez, apresentarem antidoping positivo para anabolizantes e substâncias similares.
"A pena de quatro anos é para sempre, acaba com a carreira de qualquer atleta", disse o dirigente. "Como nos casos recentes dos desportos aquáticos a chamada primeira ofensa ocorre, muitas vezes, sem intenção de dolo e sem o conhecimento do atleta." O dirigente assegura que o Brasil sempre esteve na vanguarda do controle antidoping. Lembrou que todos os nadadores que foram ao Mundial de Perth, na Austrália, em 1998, passaram antes por exames antidoping. O mesmo procedimento será adotado pela CBDA antes dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em julho e agosto.
As eliminatórias da primeira etapa do Mundial serão amanhã, às 22 horas (de Brasília), com 11 provas. Os nadadores vão tentar assegurar um lugar nas finais, quinta-feira. O Brasil vai buscar classificação para o revezamento 4x100 m, livre, com Alexandre Massura, Carlos Jayme, César Quintaes e André Cordeiro. O País é recordista mundial na prova (3min10s45), mas com uma equipe que tinha Gustavo Borges e Fernando "Xuxa" Scherer. Os dois preparam-se para os Jogos Pan-Americanos de Winnipeg e não foram ao Mundial.





