Bruxelas, 04 (AE) - O presidente da União Belga de Futebol, Michel DHooghe disse estar convencido de que "alguns jogadores" recorreram ao EPO durante a Copa do Mundo na França, no ano passado. A substância, cujo nome técnico é Eritropoietina - foi largamente utilizada por ciclistas na Volta da França, a principal competição do ciclismo mundial. O uso do EPO provocou a eliminação e a desistência de equipes, da competição.
Trata-se de uma substância sintética indicada para pacientes com doenças renais. Ela produz glóbulos vermelhos, aumentando a oxigenação no sangue e, consequentemente, o desempenho dos esportistas. Se tornou muito popular entre os atletas, pois raramente é detectada nos exames de urina.
"Os controles efetuados durante o mundial de futebol foram todos negativos no que se refere ao uso de esteróides anabolizantes. Porém, não diz nada que certos jogadores não haviam recorrido a produtos que esses exames não podem detectar, como o EPO, por exemplo", acrescentou DHooghe, em entrevista a um diário belga. "Tenho plena convicção de que o EPO esteve presente na última copa do mundo".
O dirigente admite não ter prova, e por isso não pode acusar ninguém, mas levanta suspeitas. "Quando analiso as dificuldades de recuperação que tiveram os nossos jogadores em comparação com o frescor de alguns de nossos adversários, é possivel começar a suspeitar", comentou Michel DHooghe. A Belgica foi mal no mundial. Empatou suas três partidas, contra México, Holanda e Coréia do Sul, e não passou da primeira fase.

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