Santiago de Chile, 12 (AE-AP) - Os dirigentes chilenos do Universidad Católica começaram hoje a se movimentar na tentativa de obter os pontos da partida desta quarta-feira à noite, em que a equipe foi derrotada por 3 a 0 pelo São Paulo, pela Copa Mercosul. Com base num fax do próprio São Paulo, em que o clube brasileiro admite que quatro de seus jogadores ingeriram substâncias proibidas antes da partida, os chilenos defendem a punição do clube e dos atletas.
Hoje, o presidente da comissão antidopagem da Associação Nacional de Futebol Profissional (ANFP), do Chile, Pedro Jorquera, decidiu denunciar os jogadores Marcelinho, Franca, Edmilson e Edú. No vôo para Santiago, os jogadores comeram arroz com semente de papoula - uma especiaria que conta com a substância que se encontra na composição química da cocaína.
Antes da partida, a diretoria do clube brasileiro informou o caso à CBF e à Federação Chilena e foi autorizado a usar os jogadores. Dos quatro, apenas Marcelinho foi sorteado para exame de doping. O resultado ainda não foi divulgado, mas o dirigente chileno quer aplicar a lei, independente das circunstâncias em que o suposto doping ocorreu.
"Se o resultado do exame der positivo, o clube terá de cumprir as penas previstas na lei. Os brasileiros informaram sobre o caso, mas isso não significa nada. Aqui existem leis e que devem ser respeitadas", disse o presidente da ANFP. São Paulo e U. Católica integram o Grupo C da Copa Mercosul, ao lado de Boca Juniors e San Lorenzo, da Argentina. Todos eles estão empatados com 3 pontos ganhos cada.

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