Londrina - Representantes de diretorias de trânsito de oito municípios (Arapongas, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Umuarama) fizeram ontem reunião na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina para discutir a resolução 404 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que dispõe sobre auto de infrações, notificações e multas.
O artigo 9º é o mais polêmico e autoriza as autoridades de trânsito a transformarem multas leves e médias em advertências, desde que o infrator tenha sido autuado apenas uma vez nos últimos 12 meses. Os diretores de trânsito entendem que o artigo pode beneficiar os infratores graves e pessoas que sejam reincidentes.
A coordenadora de infrações do Detran do Paraná, Marli Batagini, destacou que o grupo levantou algumas proposições para serem levadas ao Conselho Estadual de Trânsito e que podem gerar uma normativa para todo o Estado.
Entre as propostas estão a verificação pelo sistema da CNH para ver se há irregularidades antes de aplicar a advertência, averiguação se a carteira tem recurso de suspensão ou cassação de dirigir, verificação nos autos geradores do processo de suspensão para saber quais foram as multas nos casos de CNH com suspensão cumprida e revogação do benefício ao condutor que foi reabilitado, cumpriu 24 meses e que obteve nova CNH.
Outra proposta que foi defendida fortemente por todos foi a de que a advertência fosse aplicada só nos pontos, mas que a obrigação de pagar a multa continuasse. "Nós verificamos que 58% das multas são leves ou médias e isso tem um custo altíssimo para administrar", ressaltou o diretor de Trânsito da CMTU, major Arnaldo Sebastião.

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