Rio - O diretor, o vice-diretor e o chefe de segurança da penitenciária Vicente Piragibe, no complexo penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio, foram afastados ontem por ordem da governadora Rosinha Matheus (PMDB), depois da revelação de que presos usam e vendem drogas e ainda se comunicam através de celulares dentro da unidade. Em vistoria realizada ontem, foram encontrados maconha e seis telefones.
Imagens dos detentos fumando maconha e falando ao celular no pátio do presídio foram veiculadas no programa ''Fantástico'', da TV Globo, no último domingo. Eles são observados por agentes penitenciários, que nada fazem. Um preso chegou a ficar três horas ao celular, segundo o ''Fantástico''.
Ontem, o secretário de Administração Penitenciária do Rio, Astério Pereira dos Santos, vistoriou o presídio e determinou abertura de uma sindicância interna para apurar o caso. Um inquérito policial também foi instaurado. No Vicente Piragibe, unidade considerada de ''segurança média'', estão 1.406 presos condenados a até oito anos de detenção.
Durante a revista, que durou cinco horas e envolveu 80 funcionários do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe) e 30 policiais militares, além de cães farejadores, foram apreendidos com os presos pelo menos 797 balas de maconha, 150 gramas da mesma droga e seis celulares. A contagem do material continuava até a noite.

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