Diretores dos cursos de medicina ameaçados de serem fechados pelo Ministério da Educação (MEC) fizeram questão de mostrar os investimentos feitos pelas instituições na melhoria do ensino e contestaram a decisão do MEC. Sem acreditar no efetivo cancelamento do registro dos cursos, eles passaram o dia de ontem tranquilizando estudantes e parentes.
O diretor da Faculdade de Medicina da Universidade do
Oeste Paulista (Unioeste), Henrique Salvador, foi enfático ao dizer que não há como qualquer escola fazer mudanças num prazo de três meses. O relatório da visita dos especialistas do MEC, feita há seis meses, chegou há 90 dias na universidade. ‘‘O ministro (Paulo Renato Souza, da Educação) que interviesse na faculdade para garantir a qualidade e não provocasse esta intranquilidade entre os alunos’’, desabafou Salvador.
Para o presidente do diretório acadêmico da Unioeste,
César Casagranda, o MEC usa os resultados da avaliação - considerada falha pelos estudantes - com intenções políticas. ‘‘Existem problemas estruturais na faculdade, mas não a ponto de fechar o curso’’, afirmou o estudante. A faculdade tem cerca de mil alunos.
As universidades Severino Sombra (RJ) e de Mogi das Cruzes (SP) vão aguardar o comunicado oficial para se manifestar sobre ter seu credenciamento renovado por um ano apenas. O diretor da faculdade de medicina da Universidade Nova Iguaçu (RJ), Carlos Henrique Melo Reis, não foi encontrado. Na Escola de Medicina Souza Marques (RJ), a direção acadêmica estava reunida para discutir a decisão do MEC. A reitoria do Centro Universitário Lusíada, em Santos (SP), não retornou a ligação. (A.E)

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