Diretores de clínicas psiquiátricas investigadas ficarão afastados por mais 90 dias
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quarta-feira, 12 de junho de 2019
Rafael Machado e Viviani Costa - Grupo Folha 

O juiz da 5ª Vara Criminal de Londrina, Paulo César Roldão, prorrogou por mais três meses o afastamento de Paulo Fernando de Moraes Nicolau e Mara Lúcia Silvestre da administração da Clínica Psiquiátrica e Villa Normanda, denunciadas por maus tratos, cárcere privado a pacientes e outros crimes pela Promotoria de Saúde do Ministério Público. A decisão saiu nesta terça-feira (11).
Segundo o magistrado, "persiste o receio de que a conversação no cargo acarrete prejuízo na coleta de provas dos delitos em apuração, assim como a prática de novas irregularidades. A continuidade da atividade profissional seria facilitada para a obstrução do trabalho, já que os acusados se manteriam nos locais podendo se utilizar novamente dos mesmos instrumentos que o levaram, em tese, a praticarem os crimes noticiados. Além disso, permaneceriam com livre acesso a arquivos, documentos e registros que, de algum modo, poderiam interessar à investigação".
No mesmo despacho, Roldão manteve a proibição dos diretores entrarem em contato com qualquer funcionário, ex-trabalhadores e pacientes das clínicas. De acordo com o promotor Paulo Tavares, a Justiça já aceitou a primeira denúncia do caso. Na segunda ação, o MP acusa 37 pessoas por peculato, falsidade ideológica, lesão corporal, estupro de vulnerável, abandono de incapaz e exercício irregular da medicina.
Em nota, a assessoria das instituições investigadas informou que "diante da decisão de prorrogar o afastamento, a defesa vai entrar com novo habeas corpus em favor dos diretores. Ressaltamos que os pedidos anteriores não chegaram a ser julgados."


