Cambará - A chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Jacarezinho, Sílvia Regina de Souza, afirmou que os diretores assinaram documento concordando com a junção das turmas. Ela contou que os diretores têm ciência de que existe a lei estadual nº 864 de 2001 que determina o número de alunos conforme a metragem da sala de aula e que as turmas dos colégios de Cambará que realizaram a passeata estavam com a capacidade abaixo do que determina a lei.
A chefe do NRE disse que antes de tomar a decisão pediu as justificativas para que as turmas não fossem unidas e a maioria das explicações não foram plausíveis. ''Quando havia alunos deficientes, nós não realizamos a junção das turmas'', explicou.
Os professores sabem que nesta época do ano é comum haver redução de turmas por conta da evasão, da transferência e até de falecimentos de alunos. ''No começo do ano todas as turmas possuem 40 alunos, mas no segundo semestre as mesmas turmas acabam ficando com 25 alunos'', disse. Ela afirmou ainda que os diretores vivem reclamando da falta de espaço físico para as atividades complementares e a junção de turmas permite que se criem esses espaços.
Sobre as críticas contra o desnível entre os alunos de turmas diferentes e que terão de frequentar o mesmo espaço, Sílvia diz que os professores devem aprender a trabalhar com a diversidade e que não haverá prejuízo algum para quem estiver mais avançados em relação aos demais.
Em relação a possíveis perdas salariais dos professores contratados pelo PSS, a chefe do Núcleo respondeu que no final do ano vários professores concursados pedem licença-prêmio e os professores do PSS farão a substituição deles. '' Eu vou segurar o contrato deles e não vou rescindir com ninguém'', garantiu. (V.O.)

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