GUARAPUAVA - A diretora da Fundação do Bem Estar do Menor (Fubem), de Guarapuava, Maria Helena Zanlorenssi, contestou na tarde de ontem, a declaração prestada pelo juiz da Infância e da Juventude, Rene Pereira da Costa, de que as três crianças que teriam sido levadas de Guarapuava para o Rio de Janeiro por Eneida Magalhães Pires, em 1990, estavam residindo nas Casas Lares. Ela explicou que as Casas Lares, instituições fundadas e mantidas pela Prefeitura, começaram a funcionar em 1992, trabalhando com adolescentes. Só em 1994 passaram a atender também as crianças.
‘‘Na verdade, as crianças mencionadas pelo juiz estariam no extinto Orfanato Lar do Menor, com sede na Palmeirinha. Como os orfanatos foram condenados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, as crianças que lá viviam foram remanejadas em 1994 para as Casas Lares’’, explicou Maria Helena. A diretora disse que hoje existem sete Casas Lares em funcionamento em Guarapuava, duas adquiridas pela Fubem e cinco alugadas. Elas atendem crianças e adolescentes de até 18 anos.
Órfãos ‘‘Essas casas têm infra-estrutura básica, cada uma recebe de 8 a 10 usuários, que são atendidos por um casal, que pode ou não ter filhos, e vivem em regime familiar, com cuidados nas áreas de alimentação, higiene, saúde e educação’’, disse a representante da Fubem.
A maior parte das crianças atendidas é órfã, outras foram abandonadas ou então retiradas das famílias que por motivos de alcoolismo, prostituição ou outros não apresentavam condições de cuidar dos filhos, segundo as autoridades.
Maria Helena acrescentou que a Fubem não interfere nos processos de adoção, informando que eles são decididos pelo Juizado da Criança e do Adolescente, com intervenção do Conselho Tutelar e da Promotoria Pública.

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