Diretora descarta risco de ocorrer rebeliões
Diretora descarta risco
de ocorrer rebeliões
A diretora da Penitenciária Industrial de Gurapuava, Juraci Freitas, acredita ser muito difícil ocorrer uma rebelião na unidade comandada por ela, por ser um presídio que busca valorizar o ser humano. Aqui dentro o detento tem dignidade, pode se profissionalizar e ajudar a sua família com o salário recebido, diz. As rebeliões são realizadas geralmente em locais em que existem a superlotação e condições de vida péssimas, o que não acontece aqui.
Formada em advocacia pela Faculdade de Umuarama, Juraci Freitas já atuou como defensora pública de carreira no Mato Grosso do Sul e foi chefe jurídica da Penitenciária do Ahú, no regime semi-aberto feminino. Foi defensora pública na 4ª Vara Criminal de Curitiba e atualmente estava atuando como vice-diretora da penitenciária feminina.
Diferente das demais prisões espalhadas pelo País, a unidade de Guarapuava se difere das demais por apresentar capacidade para comportar até 240 detentos, sendo que ficam dois em cada cela. Ao entrar no presídio, cada um recebeu um kit da Humanitas Administração Prisional, com uniforme de serviço, uniforme de lazer, sabonete, escova de dentes, pasta de dentes, aparelho descartável de barbear, chinelo, tênis sem cadarço, uma caneca de água, uma colher e uma tigela para pão.
Nas celas, a empresa colocou à disposição dos detentos colchão, travesseiro, lençol, sobre-lençol, fronha e toalha de banho. Na cozinha, um chefe e dois auxiliares vão receber a ajuda de dois detentos. Juntos vão preparar o cardápio variado elaborado por uma nutricionista. Segundo a diretora, a comida é excelente e a mesma servida para os encarcerados vai para o buffet do pessoal que trabalha na segurança. Servida na forma de bandejão, a comida para os detentos é a vontade. Acompanha pão, produzido na panificadora da unidade, e aos domingos há sobremesa, com sagú de vinho e creme.
Toda a roupa suja é lavada dentro do próprio presídio. Na lavanderia também trabalharão detentos, assim como na panificadora. (L.C.D.J.)





