São Paulo - A diretora do centro cirúrgico do Hospital do Servidor Público Estadual, Vânia Aranha Zito, 45 anos, é suspeita de ter dopado e matado sua mãe, Marília, 65, com drogas injetáveis, em São Paulo. Marília foi encontrada morta na madrugada de ontem, em sua casa, no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Vânia, que é médica-anestesista, é tratada pela polícia como suspeita de ser a autora do crime. Ela também apresenta marcas de picadas de injeções.
A médica está no 17º DP (Ipiranga) e deverá prestar novas informações para a polícia. O Hospital do Servidor Público Estadual confirmou que Vânia é diretora do centro cirúrgico, mas não dará informações sobre o caso.
De acordo com a polícia, Vânia disse que ladrões invadiram a casa, por volta das 2h20, e injetaram drogas nela e em sua mãe. Quando a polícia chegou ao local, Marília já estava morta. Ela foi encontrada com diversos sinais de picadas de agulha nos braços. Já a médica apresentava arranhões na altura do pescoço e na boca, e suas roupas estavam com fezes e sangue.
Vânia foi encaminhada para o pronto-socorro de Heliópolis e liberada posteriormente. Os médicos do hospital disseram que ela apresentava sucessivas perfurações nas veias dos braços, todas muito precisas, provavelmente feitas por especialistas.
Vânia disse que os criminosos que teriam invadido a casa e dopado as duas haviam roubado um de seus cartões de crédito e o documento de seu veículo. No entanto, segundo a polícia, nenhum objeto de valor, como jóias e eletroeletrônicos, foi levado.
O corpo de Marília foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) para exame de necropsia para, entre outras constatações, identificar o tipo de droga utilizada. Vânia também será submetida a um exame.

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