A diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard, descartou a possibilidade do banco de dados de exploração e produção de óleo e gás natural no país ter sido espionado pelos Estados Unidos.

Durante audiência pública no Senado sobre a questão da espionagem dos Estados Unidos na Petrobras, Magda disse que o banco de dados da agência – um dos maiores acervos do mundo, com dados geológicos, físicos e sísmicos, além de amostras, testes e perfis de poços de óleo e gás – está seguro.

Segundo a diretora, além de não estar disponível na internet, o banco de dados está localizado em uma sala-cofre à prova de balas, incêndio e protegido de outras ameaças. "Podem ficar tranquilos. Não é possível espionar o nosso banco de dados por meio da rede mundial de computadores", disse. Só um "espião paranormal" teria como roubar essas informações, acrescentou.

De acordo com Magda, estimativas da agência apontam que o Campo de Libra, a ser leiloado no dia 21 de outubro, gerará no prazo de 30 anos R$ 300 bilhões em royalties para o país, e R$ 600 bilhões em participação para a União. Contudo, ela enfatizou que esses valores representam uma "estimativa que depende do espaço de desenvolvimento do campo e de projetos da empresa" que vencer a licitação.

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