Curitiba - Para o diretor do Campus Litoral da UFPR, Valdo Cavallet, a acusação de que os cursos não estão aprovados pelo conselho reflete total desconhecimento dos professores. ''O Campus Litoral é uma das 60 novas unidades criadas pelo Governo Lula, que têm procedimentos acompanhados diretamente pelo Ministério da Educação. A nossa unidade é ainda mais peculiar, porque é a única implantada por um consórcio entre os governos municipal, estadual e federal'', contextualiza.
''Eles estão analisando o Litoral como um curso normal da UFPR e usam isso como diversionismo. Se os cursos não estivessem regulamentados não teríamos formado nossa primeira turma, que é do curso profissionalizante de Gestão Imobiliária'', defende. ''Lógico que só depois que sai o diploma é que o curso é reconhecido e registrado no conselho. Para funcionar, o Campus Litoral só precisava da autorização da própria UFPR'', completa ele.
Cavallet esclarece que dos 60 novos professores que foram contratados, por meio de concurso público, em março do ano passado, apenas os quatros ficaram descontentes em ficar no Litoral. ''É uma decisão judicial preliminar e UFPR fará a defesa. O máximo que a administração cobrou deles foi que viessem ao campus para trabalhar, que participassem das atividades. De forma nenhuma existe qualquer constragimento para os docentes nesta unidade'', afirmou.
''No edital do concurso estava claro que a prestação do serviço era para o Litoral. Mas estas pessoas querem, de todas as formas, conseguir transferência para Curitiba, por encontrarem dificuldades de deslocamento ou por outros motivos'', disse o diretor. Hoje a instituição possui 500 alunos e até o final do ano, aumentará para 800.
''Pedimos a eles a prestação normal de um contrato de servidor público. Eles usaram artíficios como muitas licenças médicas para não comparecerem ao campus. Isso a universidade vai mostrar, não somos um fundo de quintal, a UFPR é a terceira maior universidade do País'', esclarece Cavallet.(F.G.)

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