Diretor garante que fraude não prejudicou atendimento no HU
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sexta-feira, 15 de junho de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
A denúncia feita pela administração da Universidade Estadual de Londrina (UEL) contra médicos do Hospital Universitário (HU) que não estariam registrando o ponto eletrônico corretamente foi minimizada pelo diretor-superintendente do HU, Francisco Eugênio Alves de Souza. Para ele, a irregularidade não prejudicou o atendimento dos pacientes.
Ele argumenta que os profissionais envolvidos não são plantonistas e que os atendimentos de emergência não foram afetados. A ação de seis médicos que foram flagrados pelo sistema de câmeras de vigilância batendo mais de um cartão foi divulgada pela reitoria.
Segundo o superintendente, a direção do hospital não pode ser acusada de omissão porque a denúncia foi diretamente à reitoria. ''Vi as imagens, mas não sabia do fato. Vejo essa situação com muita tristeza. Espero que tudo seja muito bem apurado, claro que com todo o respeito ao direito de defesa dos envolvidos, com todo o trâmite da apuração'', declarou.
Se houver a comprovação de pagamento de valores indevidos, as quantias, segundo Souza, serão devolvidas. O superintendente negou que processos administrativos tivessem sendo engavetados. Ele garante que todas as investigações estão em andamento e que o que pode ter ocorrido é ''morosidade.''
''A crise é perfeitamente superável. Tudo depende da boa vontade dos homens, que devem trabalhar pelo bem comum'', acrescentou. Souza disse também que a garantia de que os funcionários desempenhem suas funções corretamente depende de conscientização e valorização dos servidores.
O pró-reitor de Recursos Humanos da UEL, Fábio Cézar Martins, defendeu que a extensão do ponto eletrônico para os médicos do HU foi definida como a ''forma mais eficente'' de controlar a gestão do hospital. ''A denúncia foi tornada pública e a administração da universidade não foi omissa e apurou. O que nos levou a fazer a divulgação foi a pressão da comunidade'', argumentou.
Quanto à postura da superintendência do hospital no episódio, Martins indicou que cada um responde pelo cargo que ocupa. ''Não existe isenção de culpa'', decretou.


