Diretor é morto em briga de trânsito
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quinta-feira, 17 de julho de 2003
Clarissa Thomé<br> Agência Estado 
Rio - O ator e diretor de teatro paulista Carlos Calchi, de 30 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça no fim da tarde de quarta-feira, depois de uma briga de trânsito na Rodovia Presidente Dutra, próximo a São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Ele e um amigo, Ernesto Sollis, voltavam de oficina teatral para menores infratores de Belford Roxo. Calchi era coordenador do projeto direcionado para adolescentes desenvolvido pela organização não-governamental (ong) People's Palace Project, do diretor inglês Paul Heritage, seu companheiro.
Calchi e Sollis chegaram ao Centro de Atendimento Intensivo de Belford Roxo (CAI-Baixada), mas foram informados de que a oficina estava cancelada. Eles, então, voltaram para o Rio, onde comemorariam o aniversário de Sollis. Perto de São João de Meriti, o carro em que estavam, dirigido por Sollis, foi fechado por um caminhão, obrigando-o a parar bruscamente. Um motorista, em um Chevette, vinha atrás dos dois e não conseguiu frear.
''Ele já chegou gritando, brigando, e voltou para o carro. Eles saíram em disparada, mas foram perseguidos'', contou o coordenador da ong People's Palace Project, Magno Belmont de Barros. O motorista, que levava uma mulher e uma criança, emparelhou ao lado de Calchi, que estava no banco do carona, e atirou contra sua cabeça. A placa do Chevette não foi anotada.
Carlos Roberto Formaglio Oliveira adotou o sobrenome Calchi para trabalhar no teatro. Ele chegou ao Rio há dois anos. Desde o início do ano, Calchi trabalhava com o PPP, projeto para menores infratores que recebe verbas da loteria britânica e do Community Fund e tem chancela da Unesco. O corpo foi levado para São Paulo será enterrado hoje.


