Davos, Suíça, 31 (AE) - O diretor-superintendente do Banco Sudameris Brasil, Sebastião Cunha, disse hoje, em Davos, na Suíça, que o atual debate sobre uma possível desnacionalização do sistema bancário brasileiro "não tem razão de ser". "Não interessa se o sistema é brasileiro ou estrangeiro, o que é preciso é se preocupar com que ele seja saudável e competente", disse. Cunha lembrou, no entanto, que não discorda do eventual apoio do BNDES a grupos brasileiros na privatização do Banespa. "Se um grupo brasileiro apresentar um projeto interessante, competente, não vejo problema de ele contar com o apoio do BNDES, que tem a possibilidade de nivelar o processo. O que não pode é justificar um apoio do BNDES como uma rejeição ao investidor estrangeiro."
Sobre o eventual aumento da taxa de juros nos Estados Unidos, Cunha disse que o Brasil não deve ser afetado. "Se for de 0,25 ponto percentual, não haverá problema, e se for de 0,5 ponto, também não, pelo menos no curto prazo", afirmou. Cunha afirmou também que nos seus contatos no exterior foi possível perceber que a comunidade financeira está satisfeita com o atual desempenho da economia brasileira. "Eu não diria otimismo, mas definitivamente há uma intensa busca de informações sobre o nosso País."
Cunha afirmou que o Sudameris não está interessado na venda do Banespa. "Até meados deste ano vamos consolidar a aquisição do Sul América, com a qual dobramos o nosso número de clientes." Cunha informou também que o Sudameris criou uma equipe que está estudando qual será a estratégia do banco na Internet. O estudo deverá estar concluído dentro de 60 dias. Cunha participa do Fórum Econômico Mundial.

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