Agência Estado
De São Paulo
Diretor do Simba Safári, que há 28 anos recebe visitantes para admirar animais em liberdade, Chico Galvão diz que é ‘‘totalmente contra’’ a criação de leões em casa. ‘‘Mesmo que venha pequeno, que o dono lhe tenha dado mamadeira, o acidente, fatal ou não, é uma questão apenas de tempo.’’
Desde a tragédia no circo do Recife, quando um leão do Circo Vostok, arrastou para dentro da jaula o menino José Miguel dos Santos Fonseca Júnior, de 6 anos, e o matou, muitas pessoas têm ligado para o Simba perguntando se é seguro. Galvão explica que leões, tigres e ursos têm ‘‘verdadeiro fascínio’’ por crianças em movimento. ‘‘Mas, dentro de um carro, elas não são reconhecidas como crianças.’’
Também é grande o número de pessoas que deseja devolver animais selvagens. ‘‘Com um mês, um leão é muito bonitinho; com três ou quatro vira um demônio’’, afirma. ‘‘Um cachorro grande rasga uma lista telefônica; o leão arrebenta um sofá inteiro.’’
Segundo ele, do mesmo modo que o homem, o leão tem mudança de humor. E é imprevisível. Conta o caso de um casal que criava dois desses animais e os soltavam quando chegava visita para fazer ‘‘surpresa’’.
Um dia, o macho acomodou-se nos pés deles e dos amigos e rugia, insatisfeito, cada vez que tentavam levantar-se. Passaram a noite imóveis, até a chegada do tratador. De manhã.

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