Curitiba O atual diretor-presidente do Serviço de Loterias do Paraná (Serlopar), Eliseu Auth, negou ontem que haja quaisquer irregularidades no sistema de pagamento das máquinas de caça-níqueis instaladas no Estado, durante o governo Jaime Lerner (PFL). Na terça-feira, o advogado Carlos Abrão Celli ajuizou uma ação popular pedindo a anulação do contrato entre a Serlopar e a Larami Diversões e Entretenimento, responsável pela exploração dos caça-níqueis. Segundo Celli, o indíce de pagamento dos prêmios dos caça-níqueis nos dois primeiros meses deste ano foi de 74,38%, quando o mínimo previsto no contrato é de 90% dos valores depositados nas máquinas.
Segundo Auth, os dados apresentados pelo advogado não batem com o levantamento realizado pelo departamento técnico do Serlopar. De acordo com o relatório do órgão, o indíce de retorno da premiação dos caça-níqueis em janeiro e fevereiro foi de 94,42%. ''Não sei com que intenção foi ajuizada essa ação, mas iremos nos defender e posteriormente responsabilizar quem agiu com maldade ou má-fé'', afirmou o diretor do Serlopar.
Segundo Celli, os dados utilizados por ele foram coletados junto à MCR Consultoria em Informática, empresa que foi contratada pelo próprio Serlopar para fazer a auditoria externa dos caça-níqueis, ainda durante o governo Lerner. ''Se os dados da empresa contratada pelo Serlopar não batem com os dados do próprio Serlopar, é sinal que algo está errado'', comentou o advogado.
O diretor da Serlopar contestou também a crítica de Celli, que afirmou que a Larami teria recebido seus pagamentos regularmente nos meses de janeiro e fevereiro, apesar da moratória decretada pelo governador Roberto Requião (PMDB) no início do seu mandato. ''É uma questão de desconhecer o decreto da moratória. O decreto prevê que o pagamento de despesas continuadas, como é o caso do contrato com a Larami, continue sendo efetuado. Se todos os pagamentos fossem cancelados, o Estado iria virar um caos'', disse Auth.

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