São Paulo, 12 (AE) - O diretor do Instituto Médico-Legal (IML), Francisco Claro, informou hoje ao secretário-adjunto da Segurança Pública, Mário Papaterra Limongi, que dez dos 16 carros que recolhem corpos em toda a capital paulista estão parados por falta de peças. Os veículos foram comprados pela Secretaria da Segurança Pública na Argentina e os que não apresentam problemas mecânicos têm desgate pelo uso.
Limongi reuniu-se à tarde em seu gabinete com Claro, com o coordenador do Instituto de Polícia Técnico Científica, Celso Perioli, e o delegado-geral, Marco Antônio Desgualdo. Fez ver a eles que a situação não poderia e não deveria ter chegado "ao que chegou". O IML é subordinado a Perioli. A frota de veículos
a Desgualdo. Segundo Limongi, o IML recebeu carros novos no ano passado e, se os veículos pararam por falta de peças importadas, a direção do instituto deveria informar sobre a situação dos veículos para substituições.
O diretor do IML explicou ao secretário-adjunto que os veículos rodam muito e todas as semanas apresentam problemas mecânicos ou de lataria. "Mas não é motivo para que a maioria dos carros fique parada sem que os responsáveis adotem providências", advertiu Limongi. Para se inteirar de perto da real situação, o secretário-adjunto vai estar amanhã (13) na sede do IML. As reclamações não são apenas quanto à recolha dos corpos.
As pessoas alegam que a demora é excessiva na liberação dos corpos. "Vamos saber o que está faltando para dar todas as condições de funcionamento ao IML", adiantou. O Serviço Funerário da capital e o Corpo de Bombeiros, com a falta de carros do IML, ajudaram no domingo no transporte dos corpos dos locais de acidentes e de homicídios para o necrotério. A recolha é exclusiva do IML. (R.L.)

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