Diretor do Detran paulista estuda modelo do PR
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sábado, 20 de novembro de 1999
Por Valdir Sanches 
São Paulo, 20 (AE) - O delegado José Francisco Leigo, diretor do Detran, diz gostar do sistema implantado no Paraná, apesar de considerar difícil implantá-lo em São Paulo. O Detran do Paraná adotou, em 1996, um sistema integrado de computadores que impede fraudes no pagamento de multas (a arrecação com multas subiu 120%). O sistema integra todos os órgãos envolvidos com carros e seus documentos, da Delegacia de Veículos Furtados às prefeituras, DNER e outros.
O dono do carro paga a multa no Banco do Estado do Paraná e este, em no máximo 48 horas, informa o pagamento aos computadores do Detran. Só então as multas são desbloqueadas e o carro pode ser licenciado. "Eu acho que deve se assim", diz o diretor do Detran paulista, Leigo.
Hoje, diz, o Detran recebe a multa da prefeitura e da Cetesb, por exemplo, para impedir que o motorista tenha que ir a estes lugares. As multas são bloqueadas pelo Detran. O motorista recebe a multa, paga no banco e exibe a guia no guichê do Detran. Depois disso, a multa é desbloqueada e o carro, licenciado.
A diferença dos dois sistemas é que, no Paraná, tudo é feito automaticamente, sem interferência humana. Em São Paulo, é um funcionário que faz o desbloqueio da multa no computador. E isso tem gerado as fraudes.


