Agência Estado
De São paulo
O delegado Marco Antônio Ribeiro de Campos, diretor do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), informou ontem que não são verdadeiras as acusações do traficante Orlando Marques dos Santos de que, por meio de suposta cobrança de propinas, policiais do Denarc estariam dando cobertura a pessoas ligadas ao tráfico. Segundo ele, a denúncia foi feita por vingança.
Campos revelou que Santos foi preso em Fortaleza, em 26 de maio, pelos policiais do Denarc, após ter sido procurado em diversos Estados. ‘‘Nós o pegamos quando estava no volante de seu Audi, perto de sua casa de praia, e ele não se conforma de estar na cadeia’’. Santos é acusado pela polícia de tráfico e quatro assassinatos, em 12 inquéritos que estão na Justiça de São Paulo. Por outros crimes, foi condenado a 7 anos de reclusão no Espírito Santo e a 2 anos em Maceió. Mas estava foragido.
O traficante está na da Casa de Custódia, em Taubaté, prisão de segurança máxima. As acusações contra os policiais do Denarc foram feitas durante depoimento à CPI do Narcotráfico. O diretor do Denarc vai solicitar aos membros da CPI a íntegra do depoimento.
O diretor do Comércio Varejista de Veículos Automotores de São Paulo, George Assad Chahade, disse ontem que os lojistas estão dispostos a colaborar com a Polícia Federal para chegar aos revendedores que lavam dinheiro do narcotráfico no Estado.
Chahade afirmou que o sindicato tem muito interesse em ter estas pessoas identificadas e presas logo. Segundo ele, há cerca de 8 mil comerciantes de veículos em São Paulo, muitos deles irritados com notícias de que alguns estão envolvidos com o narcotráfico.

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